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Flu x Arouca, Washington e Junior Cesar


Em breve o Fluminense estrea no Brasileirão 2009 contra o São Paulo, reeditando o clássico que monopolizou atenções do País em 2008.

Confesso que o Tricolor Paulista sempre me artomentou a mente, desde 1986 quando Careca jogava por lá. Imaginava sempre como um adversário duríssimo, e invariavelmente o tinha como favorito nos confrontos, mesmo no Maracanã.

Fiquei mais confiante nos últimos anos quando o Fluminense engrossou a parada com o São Paulo e passou a ter mais respeito dos adversários.

Tanto que na Libertadores 2008 entraram em pé de igualdade para disputar a vaga para semi-finais do torneio.

Estavam do lado de cá, Arouca, Junior Cesar e principalmente, Washington.

Há expectativa sobre certa hostilidade da torcida do Fluminense em relação a esses jogadores. Eu do meu lado, não tenho. Ainda mais porque sei que no período em que estiveram nas Laranjeiras, jogaram com eu gostaria de ver os jogadores com a camisa do Flu.

Se depois resolveram ir jogar por outro clube onde acharam que seria melhor para a carreira deles, que disputava a competição continental, paciência. Não vi ninguém daqui torcendo o nariz quando o Flu trouxe da Florianópolis Cícero e Soares que tinha feito ótimo Brasileiro em 2006 pelo Figueirense, ou que achassem anteriormente que Assis e Washington jamais deveriam ter deixado o Atlético-PR.

Sem contar que não consigo não me emocionar sempre que revejo o gol de Washington no apagar das luzes dos 3x1 na Libertadores.

Usarei a presença desses jogadores, apenas para emoldurar o clássico que acontecerá em meia-hora, porque vê-los me trará boas recordações. Mas espero de coração que os tricolores que cá ficaram não os dêem espaço para trazer à tona as melhores recordações.

E lá se foi Arouca


O São Paulo levou Arouca de mão beijada.

Em defesa da diretoria do FFC, cabe a ressalva que desde o ano passado sabe-se que o contrato do meia tricolor (ex-carioca, agora paulista) expiraria em abril e o mesmo não renovaria.

Sou fã de Arouca no meio campo tricolor. Quando o mesmo surgiu e os holofotes eram sobre Diego (Souza) eu já preferia Arouca.

Tenho para mim, que mesmo que Arouca não apareça para o jogo, a qualidade está ali. É como se fosse uma reserva de categoria para o time.

Faltou para Arouca aparecer ao grande público mais participação em termos de gols (tanto em chutes como em passes). Mas raramente o vi jogar mal. Aos olhos de quem entende de futebol, Arouca joga muito.

O grande mole é perder um jogador que joga bola há bastante tempo de graça.

Flusão na Bola de Prata


Ficando com respeitável 4ª posição, o Fluminense estaria na Libertadores mesmo sem ter conquistado a Copa do Brasil, mas não somente isto simboliza o bom Campeonato Brasileiro que fez o Fluminense em 2007.

Pode ser verificado na qualidade de seus jogadores que foram premiados pela revista Placar com seu tradicional troféu Bola de Prata.

Como mostrado na figura acima, dois jogadores do Fluminense fizeram parte da Seleção de Placar. Os dois Thiagos tricolores, Thiago Silva e Thiago Neves.

Não foi surpresa alguma para ninguém que Thiago Silva disputaria esta Bola de Prata, pois já vinha sido apontado, primeiro pela torcida tricolor, e depois com o reconhecimento inclusive das torcidas rivais, como o "melhor zagueiro do Brasil".

Com o time se portando bem no campeonato, o zagueiro teve condição de levar o prêmio, embora tenha ficado atrás do outro zagueiro que levou a outra Bola de Prata da posição, Breno do São Paulo.

Surpresa mesmo foi a Bola de Prata de Thiago Neves, que no início do campeonato era desconhecido até da torcida tricolor. Tanto que ele começou disputando o Brasileirão 2007 pelo time B do Fluminense, enquanto o time A disputava as fases finais da Copa do Brasil. À partir do jogo no Maracanã contra o Internacional, Thiago Neves começou a ganhar o respeito no Fluminense e se tornou o dono da camisa 10 em definitivo com a saída de Carlos Alberto.

Se a Bola de Prata já seria um feito, o que dizer então dele ter ganho não só a Bola de Prata de meio-campista, como a Bola de Ouro de melhor jogador do campeonato, ficando à frente, de Breno do São Paulo, Valdívia do Palmeiras (2º e 3º colocados) e óbvio, de todos os outros jogadores que disputaram o Brasileirão 2007?

E por pouco, muito pouco o Fluminense não emplacaria uma terceira e merecida Bola de Prata com Arouca, jogadoraço, na posição de volante.

Arouca ficou em 3º, perdendo para Hernanes do São Paulo por diferença de 0,04 (em um universo de 10,00). A diferença é tão pequena, que a pontuação costuma ser indicada com uma casa decimal, neste caso teve de ser mostrado com duas para critério de desempate.

Mais sobre a Bola de Prata no site de Placar.

Grande reforço para a Libertadores


A primeira opção de reforço que o Fluminense deve pensar para a Libertadores está no próprio clube, e já é titular há 3 anos. Chama-se Arouca.

A questão tricolor é fazer com que Arouca saia para o jogo, como o fez contra o Juventude, quando fez dois gols.

Arouca é um volante muito técnico, raramente erra e sai consciente para o jogo. O problema é que Arouca se poupa, não saindo sempre para o jogo, o que não vejo como problema, pois ele passa a ser um elemento surpresa.

Acontece que sempre que Arouca toma a responsabilidade de sair jogando e ir para o ataque, o Fluminense manda na partida.

É um desperdício contar com Arouca apenas para marcar. Talvez com Gabriel ele passe a ter atuação mais atuante, o que já seria um grande reforço ofensivo do Fluminense para a Libertadores.

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